Fio B: o que é, como funciona e o que muda em 2026 para quem tem energia solar

O Fio B chegou a 60% em 2026 para sistemas instalados após janeiro de 2023. O Fio B não inviabiliza a energia solar, mas muda a lógica do dimensionamento. Entenda o que é e o que fazer.

Entenda o Fio B da Lei 14.300, o cronograma de cobrança e como minimizar o impacto na sua conta

O Fio B é o assunto mais comentado do setor de energia solar em 2026, e também o mais mal explicado. Introduzido pela Lei 14.300, o Marco Legal da Geração Distribuída, o Fio B é uma cobrança gradual sobre a energia solar injetada na rede elétrica que chegou a 60% neste ano para sistemas instalados após 7 de janeiro de 2023.

Muita gente ainda não entende o que o Fio B significa na prática. Este artigo explica sem simplificar demais e sem alarmismo.

O que é o Fio B

O Fio B é um componente da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Ele remunera a infraestrutura local da distribuidora: postes, cabos, transformadores e centros de operação que garantem que a eletricidade chegue até a sua tomada.

Antes da Lei 14.300, quem tinha energia solar injetava o excedente na rede e recebia créditos integrais, sem pagar pelo uso dessa infraestrutura. O argumento da ANEEL para mudar isso é técnico: mesmo quem gera a própria energia usa a rede para injetar o excedente e para consumir durante a noite. O Fio B é a contribuição para a manutenção dos fios.

O Fio B não é um imposto novo criado do nada. É uma cobrança que já existia na conta de luz de todos os consumidores. O que mudou é que os geradores distribuídos passaram a pagar de forma gradual sobre a energia compensada.

Cronograma do Fio B: os percentuais ano a ano

A Lei 14.300 definiu um cronograma escalonado para sistemas instalados após 7 de janeiro de 2023. O percentual do Fio B cobrado sobre a energia injetada na rede é: 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028.

A partir de 2029, a ANEEL definirá um novo modelo de compensação com base em estudos de custos e benefícios da geração distribuída. O processo de consulta pública começou em 2025 e segue em andamento.

Quem não paga o Fio B

Sistemas com solicitação de acesso protocolada junto à distribuidora até 7 de janeiro de 2023 seguem as regras anteriores até 31 de dezembro de 2045. Esses sistemas, classificados como GD I, têm direito adquirido e não pagam o Fio B sobre a energia compensada. Para verificar a situação do seu sistema, consulte o histórico de solicitação junto à sua distribuidora.

O que o Fio B afeta na prática

O Fio B incide apenas sobre a energia que você injeta na rede elétrica e depois usa como crédito. A energia que você gera e consome simultaneamente, o chamado autoconsumo instantâneo, não sofre nenhuma cobrança de Fio B.

Isso muda completamente a lógica do dimensionamento. Um sistema que gera 400 kWh e consome 350 kWh durante o dia injeta apenas 50 kWh na rede, pagando Fio B só sobre esses 50 kWh. Um sistema que injeta 250 kWh paga sobre 250 kWh. A diferença de impacto do Fio B entre os dois cenários é enorme.

Por isso, sistemas dimensionados para maximizar o autoconsumo têm payback menor e impacto do Fio B reduzido. Essa análise é parte obrigatória de qualquer projeto sério em 2026.

Como a Excelência considera o Fio B nos projetos

Qualquer projeto que a Excelência desenvolve em 2026 já considera o Fio B no cálculo de retorno. O dimensionamento é feito para maximizar o autoconsumo durante o horário de funcionamento da residência ou empresa, reduzindo ao mínimo o excedente injetado na rede.

Para residências com consumo concentrado durante o dia, o impacto do Fio B é pequeno porque a maior parte da geração é consumida simultaneamente. Para consumo concentrado à noite, o projeto precisa ser pensado com mais cuidado e em alguns casos um inversor híbrido com bateria é mais indicado.

Para entender o impacto do Fio B no seu caso específico, fale com a equipe da Excelência pelo WhatsApp (11) 94227-2778 ou pelo formulário de contato.

Perguntas frequentes sobre o Fio B

O Fio B afeta quem instalou antes de 2023? Não. Sistemas homologados até 7 de janeiro de 2023 têm direito adquirido e seguem as regras antigas até 31/12/2045, sem cobrança de Fio B sobre a energia compensada.

Energia solar ainda vale a pena em 2026 com o Fio B a 60%? Sim. Para sistemas bem dimensionados para autoconsumo, a economia real na conta de luz ainda fica entre 75% e 87% segundo dados do setor. O que muda é que o dimensionamento precisa ser mais criterioso.

Ampliar um sistema antigo faz perder o direito adquirido? Apenas a parcela adicionada segue as novas regras do Fio B. A parte original homologada antes de 7/01/2023 mantém o direito adquirido.

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